Viver e superar o luto: como fazer?

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Podemos considerar o luto como um processo de transição entre a morte de alguém querido e a nossa retomada da vida. É um período doloroso. Porém, devemos encarar esta fase, buscando superar o luto. Até que as coisas se normalizem e a vida se mostre novamente bela.

Estágios do processo para superar o luto

O luto não é igual para todos, mas costuma durar um ano em média e apresenta, segundo alguns estudiosos no assunto, cinco estágios: recusa, raiva, negociação, depressão e finalmente, aceitação.

Estes estágios podem acontecer de forma aleatória ou até mesmo nem acontecer.  Após essas etapas, a pessoa aprenderá sozinha a superar o luto e voltar a viver da melhor forma possível. Vamos ver cada um deles?

1.Recusa

O primeiro estágio da recusa é o mais dolorido e, também, considerado o estágio do isolamento, pois a pessoa pode não querer falar sobre o assunto e se afastar. É o momento dos “porquês” e dos “ses”. Momento em que parece impossível a perda, de acreditar no que aconteceu.

Essa fase é considerada um mecanismo de defesa temporário do ego, contra a dor psíquica, diante da morte. Este estágio normalmente não persiste por muito tempo, sendo logo substituído por uma aceitação parcial. Porém, varia de pessoa para pessoa, pois depende da intensidade do sofrimento de cada um e como as pessoas mais próximas são capazes de lidar com a dor.

Durante a transição desse estágio para o estágio raiva, é comum a pessoa falar sobre a situação em um momento e, de repente, negá-la completamente.

2. Raiva

Fase da revolta, da rebeldia, do descontrole emocional, dos ressentimentos, na qual a pessoa se sente injustiçada e inconformada com a perda. Isso ocorre porque o ego não consegue manter a negação e o isolamento.

É a fase do “porque comigo?”, “com tanta gente ruim pra morrer porque comigo, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto, perdi a pessoa que mais amo?” Nessa fase, se relacionar é quase impossível. Os relacionamentos se tornam problemáticos, devido ao caos e a hostilização que a revolta traz ao ambiente.

É importante, nessa fase, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte. Ela não consegue aceitar que superar o luto é possível.

3. Negociação

Este estágio surge quando a pessoa começa a encarar a hipótese da perda e, diante disso, tenta negociar para que esta não seja verdade. Ela busca fazer algum tipo de acordo, de maneira que as coisas possam voltar a ser como eram antes.

Essa negociação, geralmente, acontece dentro do próprio indivíduo ou, às vezes, voltada para a religiosidade. As negociações com Deus são normalmente por meio  de promessas, sacrifícios ou pactos e, normalmente, ocorrem em segredo.

4. Depressão

Aqui a pessoa toma consciência que perdeu e que não há como “voltar atrás”. É a etapa que costuma levar mais tempo para passar. Algumas pessoas demoram dias, outras meses e há aquelas que ficam por anos deprimidas, quando não buscam ajuda.

Infelizmente, há casos que nunca se resolvem. Aceitar a perda de um filho que parte tragicamente, por exemplo, pode ser um deles. Esse é um período no qual quem perdeu um ente querido deve se aproximar ainda mais de outras pessoas que lhe sejam importantes.

Mas, na realidade, acontece o contrário: a pessoa tende a se isolar totalmente do mundo e do convívio social. Sentimentos de melancolia, desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro e impotência são comuns nesta situação.

5. Aceitação

Finalmente, a pessoa aceita a perda com paz e serenidade, sem desespero ou negação. Nessa fase, o espaço vazio deixado pela perda é preenchido. É um período que depende muito da capacidade da pessoa de mudar a perspectiva e preencher o vazio. Não há receita infalível. Mas religiosidade, fé, crença num ser superior, ajuda de psicólogos ou psiquiatra, comprovadamente, ajudam muito chegar mais rápida e facilmente à aceitação.

Nessa fase a pessoa conseguiu superar o luto. As emoções não estão mais tão à flor da pele e a situação é entendida com consciência e mais serenidade.

Viver estes estágios é importante para podermos superar o luto. Para entender mais sobre temas relacionados à perda de um ente querido, continue acompanhando nossos artigos!

Você e sua familia vivendo com tranquilidade

Já conhece o Plano São Judas Tadeu?
Deixe seus dados que entraremos em contato com você, para tirar suas dúvidas.