Depressão: é preciso dar atenção

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A depressão é uma síndrome que acomete boa parte da população. Vemos a gravidade da situação pela estimativa de que a cada 45 segundos ocorre um suicídio em algum lugar do planeta. E este não é um problema bem atual. Sempre existiu mas ainda é cercado de preconceito.

Por isso, a importância de falar sobre o assunto e esclarecer dúvidas. Porque depressão é coisa séria e precisa de atenção.

Depressão: Saiba o que é

A depressão é um distúrbio que atinge as pessoas há muitos anos. Porém, nem sempre foi bem diagnosticada ou entendida. Por incrível que possa parecer, ainda existem pessoas que acham que depressão é frescura. Mas não é. Longe disso.

Ela é o resultado da somatória de sintomas e, por isso, é considerada como síndrome. Sempre que há um conjunto de sinais e sintomas que define uma determinada manifestação clínica, ela é chamada de “síndrome”.

Num quadro de depressão, a pessoa sofre alguns transtornos psicológicos. Trata-se de uma doença caracterizada pela perda total ou diminuição severa do interesse pela vida. A pessoa passa a não ter mais nenhum tipo de prazer. E isso gera angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente.

Ela sente um desânimo porque se instala um desequilíbrio na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, que está diretamente ligada à sensação de bem-estar.

A depressão não promove apenas esta sensação de infelicidade crônica. Tem também, como consequência, alterações fisiológicas. Entre elas, o aumento dos processos inflamatórios no organismo.

Existe ainda, uma confusão entre tristeza profunda e depressão. A tristeza ocorre geralmente devido a algum fato isolado que causa sofrimento à pessoa. Mas sem longa durabilidade. Já a depressão, se não for diagnosticada e tratada logo no início, pode alcançar estágios mais graves.

Sintomas da depressão

Tristeza profunda;

Perda de interesse pelas coisas que antes interessavam;

Falta de ânimo;

Falta de apetite ou compulsão por comida;

Mudanças bruscas de humor;

Medos;

Dificuldade de concentração;

Distúrbios do sono;

Angústia;

Ansiedade;

Irritabilidade.

A depressão pode também provocar sintomas físicos que, muitas vezes, os médicos não conseguem identificar a causa, como problemas gastrointestinais, tensão muscular, dor de cabeça, no corpo e pressão no peito.

Depressão e a relação com suicídio

Suicídio e depressão têm um relacionamento muito estreito. A depressão provoca alterações químicas no cérebro, causado problemas psíquicos capazes de levar a pessoa a situações extremas.

Não é toda pessoa que sofre com depressão que corre o risco de cometer suicídio. Mas há que se ter um cuidado especial e atentar para alguns indícios que podem identificar esta tendência:

  • Estágio e gravidade da depressão. Em estágios mais graves, a porcentagem de atentar contra a própria vida é maior;
  • Ingestão de álcool e drogas, que podem potencializar o grau de depressão já existente;
  • Fatores como idade, presença de outra doença grave e falta de esperança também podem desencadear pensamentos suicidas;
  • Traumas psicológicos ou de infância que não foram resolvidos.

Como ajudar em casos de depressão

Por ainda existir um preconceito muito grande, muitas pessoas têm medo ou vergonha de procurar ajuda para tratar a depressão. Se você conhece alguém que apresenta sintomas de quadro depressivo, coloque-se ao lado e ajude como puder.

Mas, principalmente, incentive a procurar um psicólogo ou psiquiatra. Eles são os profissionais indicados para tratar os sintomas da depressão. Lembrando que o psicólogo vai tratar com psicoterapia sem a indicação de remédios. Já o psiquiatra pode aliar a terapia com a prescrição de remédios específicos para a doença.

Você pode ser prestativo e ajudar de outras maneiras, além de incentivar a busca por um especialista:

  1. Informe-se: procure saber como identificar a depressão. Nem sempre ela vem por meio de tristeza ou oscilação de temperamento. A pessoa pode estar sofrendo de maneira silenciosa. É preciso conhecer os indícios da depressão para poder identificá-la.
  1. Saiba ouvir: apenas ouça, sem dar conselhos ou tentar achar solução. Muitas vezes a pessoa depressiva só precisa de alguém para ouvi-la e apoiá-la.
  2. Disponibilize seu apoio: informe a pessoa de como está disposta a ajudá-la e o que pode fazer por ela. Faça companhia. Faça atividades leves e agradáveis, como um passeio, alguma atividade física, algo que leve alegria a quem está deprimido.
  1. Aponte a solução médica: por maior que seja o seu apoio, o ideal é buscar ajuda especializada. Por isso, sugira à pessoa que procure um psicólogo ou psiquiatra. Através da terapia e/ou da indicação de medicamentos, o tratamento é mais eficaz. E a cura pode vir mais rapidamente e de forma mais segura.

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