Cremação e religião: Como ser cremado sem desrespeitar a sua crença

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A cremação é um dos processos mais antigos praticados pela humanidade. É datada de 1.000 a.C., com os gregos e, posteriormente, os romanos. Mas mesmo sendo uma prática tão antiga, o binômio cremação e religião continua a gerar controvérsias.

Existem muitos tabus envolvendo essa forma de dar destino final aos corpos de falecidos. Há divergências de opiniões, principalmente quando há viés religioso.

No Brasil, para aprovar o procedimento da cremação, exige-se que a pessoa registre em cartório o desejo de ser cremada. Quando não houver esse documento oficial, um familiar de primeiro grau, pode requisitar o serviço, testemunhando a vontade da pessoa em ser cremada,  se responsabilizando por ele.

Já o desejo sobre o destino final das cinzas é soberano. Podem ser conservadas em jazigos ou no columbário. Ou até lançadas no mar, se esta for a vontade do falecido ou da família. Como um dos rituais de despedida e homenagem a quem se foi.

O processo de cremação em terras brasileiras tem crescido exponencialmente, tanto pelo aumento no número de crematórios, quanto pelas facilidades de negociação para contratar o procedimento. Há outros motivos, tais como rapidez, praticidade, economia e fator ambientalmente correto.

Cremação e religião, o impasse

Há muitas religiões que permitem a cremação sem ressalva alguma. Outras preferem que seus fiéis não adotem a prática. E há, também, quem recomenda, além das autoridades de vigilância sanitária.

No Japão, por exemplo, a procura pela cremação quase atinge os 100%. Lá, 98% dos sepultamentos são realizados após a cremação.

No Brasil, a recomendação é que as pessoas que desejam a cremação peçam orientação para seus líderes religiosos de confiança, em caso de dúvidas. Estes podem esclarecer o conceito na visão da religião em que você crê. O Grupo São Judas Tadeu tem total respeito e admiração pelo trabalho deles.

Acompanhe a percepção de cada grupo referente ao assunto cremação e religião

Católicos: até o início de 1963, a Igreja Católica proibia a cremação. Foi o Papa Paulo VI quem autorizou a cremação para católicos, desde que fossem respeitadas as cinzas. E que os motivos da escolha fossem cristãos. Hoje, o catolicismo aceita que seus fiéis façam esta opção.

Evangélicos: não têm uma proibição clara sobre a cremação. Embora alguns seguidores mais tradicionais do velho testamento indiquem ainda o sepultamento.

Espíritas: a cremação é uma prática bem aceita. Mas pedem que seja respeitado o tempo de 72 horas. Segundo os seguidores, é o tempo necessário para o espírito se desvincular do corpo material.

Hinduístas: entre todas as religiões, o hinduísmo é a mais favorável à prática da cremação. Os hinduístas acreditam que o fogo funciona como purificador, auxiliando o falecido a desapegar do material e partir para a nova dimensão. Na Índia, país de predominância hindu, quase 100% dos corpos são cremados.

Judeus: ao lado do islamismo, o judaísmo é uma das religiões contrárias à cremação. Mas há uma divisão: os judeus liberais são os mais favoráveis. Já os ortodoxos têm uma visão mais rígida, considerando um insulto a Deus. Eles também levam em consideração a memória do holocausto, em que milhões de judeus foram assassinados e seus corpos exterminados em crematórios.

Islamistas: a cremação é totalmente proibida, inclusive por lei. Os seguidores do islamismo acreditam que essa forma de despedida é impura. Optam por um sepultamento feito sem o caixão, em uma cova com paredes de pedras e com práticas muito rigorosas.

Candomblecistas: religião de matriz africana, o candomblé também não recomenda a cremação, pois acredita que o retorno do corpo à terra completa o ciclo da vida.

Não ofende a fé nem religião alguma

Independentemente de posições, cremação e religião podem conviver. Escolher este processo não é uma ofensa à fé, nem a qualquer religião. A prática era realizada por nossos ancestrais. Você sabia que os vikings tinham essa cultura muito forte? Sim, eles faziam uma cerimônia muito bonita.

As primeiras cremações foram registradas na idade da pedra. Do leste europeu, o processo de cremação dos corpos se difundiu rapidamente. O povo grego no ano 1.000 a.C. adotou a cremação. Aí, os romanos também começaram a usar o mesmo método.

Antigamente, nem todos tinham acesso. A cremação era exclusiva aos nobres e era considerada um privilégio. Os mais humildes, criminosos, assassinos e suicidas eram enterrados.

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