Além das estrelinhas no céu: A morte na visão das crianças

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Se para nós, adultos, é difícil entender e aceitar a morte, imagine para as crianças. Quando alguém querido morre, é importante saber como contar a verdade aos pequenos para que encarem com mais naturalidade possível o luto infantil. Afinal, a morte na visão das crianças é diferente.

O ideal é que o processo de luto não se torne um trauma na vida delas, mesmo que isso possa deixá-las tristes diante da perda. Crianças são muito literais e têm dificuldade para entender a irreversibilidade da morte.

É natural que fiquem um pouco confusas e acreditando que a qualquer momento podem rever quem já morreu e pensem também  na possibilidade de perder outros entes queridos.

Não basta dizer que a pessoa que se foi virou uma estrelinha. Explicar a morte para uma criança é mais que isso. É ser sincero e realista, deixando claro que a pessoa que morreu não volta mais, pelo menos não como a conhecemos até então.

Ciclo natural da vida

O melhor é não esperar que a criança perca alguém para explicar a morte. Por mais difícil que seja tocar nesse assunto, precisa ser conversado e ensinado, mostrando que a morte faz parte do ciclo da vida. Para que se estabeleça uma positividade para a morte na visão das crianças.

Uma ideia é contar histórias sobre perdas e superação. Assim, a criança vai criando resiliência e passa a lidar melhor com o sofrimento quando tiver de passar por isso um dia. Use, por exemplo, os casos das plantas e dos bichinhos que nascem, vivem e morrem.

Ao contrário, ou seja, não falar sobre a morte pode provocar medo e insegurança. É praticamente impossível esconder o tema já que está presente em filmes, desenhos, televisão, jornais, revistas e jogos. E ainda fora da ficção, nas ruas, em acidentes, homicídios, nos hospitais, entre outros. Tudo isso não passa despercebido pelas crianças.

A morte na visão das crianças: da primeira à última infância

Na primeira infância, até os 3 anos de idade, o fim da vida é percebido pelas crianças apenas como ausência. Entre os 3 e 5 anos, elas começam a entender a morte, mas ainda prevalece a imaginação infantil, achando que quem morreu foi viajar ou vai voltar. Elas veem a morte como um acontecimento temporário.

A partir dos 6 anos, ainda vai demorar um pouco para compreenderem 100%, mas vão percebendo que quem morre não volta mais. Além disso, descobrem que um dia todo mundo vai morrer. A partir dos 9 anos, com o apoio dos pais, as crianças entendem perfeitamente e ganham a consciência de que a morte significa finitude.

Mais dicas de como falar de morte com as crianças

  • Use uma linguagem adequada à idade, mas não fantasie, pois a criança possui um raciocínio concreto;
  • Fale para a criança lembrar da pessoa no seu coração, lembrando dos bons momentos que viveram juntos. Quem parte precisa continuar sendo valorizado e vivo na memória da criança;
  • Explique que sentir saudades e ficar triste faz parte da dor do luto e que não precisamos esconder esses sentimentos. Não censure, nem julgue o que a criança está sentindo;
  • Procure mostrar que a morte acontece em todas as famílias e que ninguém está livre de um dia passar por isso. A perda faz parte da vida;
  • Não ignore os questionamentos e medo dos pequenos. Responda sempre de forma franca e clara;
  • Se houver alguém muito doente na família, vá preparando a criança, explique sobre as complicações da doença;
  • No caso da criança perder pai ou mãe, é necessário mostrar a ela que está segura e que outras pessoas estão cuidando dela. Convença a criança de que ela não está sozinha, nem desamparada;
  • Cuidados psicológicos são sempre bem-vindos e podem acelerar o processo de superação de perda. Se notar uma mudança no comportamento da criança, como queda de rendimento, agressividade, alterações de apetite e no sono, ansiedade e tudo que esteja afetando o seu desenvolvimento e relacionamento interpessoal, procure a ajuda de um psicoterapeuta ou da ludoterapia infantil.

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