Pacientes terminais: como lidar com essa situação delicada

Passado o baque de receber dos médicos, a informação de que não há mais nada a fazer com o doente a não ser esperar, é preciso tomar alguns cuidados. Dê um tempo para assimilar o fato e divida a dor com outros familiares. Ela fica mais leve. Depois, serão necessários alguns procedimentos, comuns em casos de pacientes terminais

Fique bem para poder ajudar os outros a ficarem bem

A situação é delicada e exige muita serenidade e sabedoria. Tudo vai depender da idade do paciente, circunstâncias e até do tipo de pessoa que está no centro das atenções. Mesmo sem ter atitudes que sejam 100% certas ou completamente erradas, gestos de amor, carinho e afeto sempre serão bem-vindos.

Depois de lidar com seus próprios sentimentos e emoções, procure ouvir atentamente outras pessoas envolvidas na situação. Aí se incluem os demais familiares, amigos próximos, médicos e até mesmo assistente social ou psicólogo disponibilizados pelo hospital. 

Para tornar o momento menos complicado, você também pode lançar mão de alguma ajuda espiritual, seja de um padre, pastor ou alguém comprometido com a sua crença religiosa. Desta forma, você pode conversar e refletir sobre o que está passando e sobre o significado da morte

O desabafo e o silêncio ajudam muito nessas horas

Geralmente, aqueles que sofrem com a doença percebem quando estão fazendo parte do grupo de pacientes terminais. De qualquer modo, ele deve ser ouvido. Deixe-o falar à vontade, escute suas histórias com amorosidade e sem julgamentos. O desabafo nestas horas ajuda bastante. 

Quem sabe ele comenta sobre suas preferências. Conversas francas, transparentes e honestas contribuem para quando for necessário tomar determinadas decisões. Não se afaste pelo medo de não saber o que comentar. Aqui, seu silêncio, um olhar carinhoso, toques nas mãos ou afago nos cabelos podem ter mais valor do que palavras.

Se puder garantir que as vontades e desejos de quem parte sejam cumpridas, o retorno será muito positivo e em forma de alívio. 

Neste cenário todo, lembre-se que é natural sentir emoções meio controversas como pena, raiva e frustração por não poder fazer nada que mude a situação. Procure não gastar energia tentando culpar algo ou alguém por este momento. 

O ideal é aceitar que a morte, infelizmente, faz parte da vida. Todos partem um dia e você está tendo o privilégio de estar próximo do ente querido. 

Pacientes terminais: questões práticas e difíceis, mas necessárias:

  • Avalie se é o caso de adotar os cuidados paliativos. Eles compõem um protocolo que inclui diversos procedimentos relativos à medicina moderna no intuito de oferecer uma rede de apoio para deixar pacientes terminais, o mais confortável possível.
  • Além de oferecer alívio ao paciente terminal, os cuidados paliativos também visam a família e eventuais cuidadores. Orientam a lidar com a doença por meio de uma abordagem interdisciplinar.
  • Caso o paciente manifeste a vontade de contar com alguém que o ajude quanto à sua fé, respeite isso. Lembrando que espiritualidade varia muito de pessoa pra pessoa. Nestas horas é a fé dele que deve ser levada em conta e não a sua. Os costumes e crenças do seu ente querido devem ficar acima dos seus. Chame quem ele pedir. 
  • E em relação aos trâmites de velório e sepultamento? Ninguém sabe exatamente o dia e a hora da partida, mas é preciso enfrentar este assunto. Como serão as cerimônias fúnebres. A família tem jazigo em cemitério? Ou vão optar pela cremação?
  • Não se deixe pegar desprevenido para esta situação. Considere agora mesmo adquirir um plano de assistência funeral. O custo-benefício é bem maior do que você pode imaginar. E com isso, você terá menos dor de cabeça, maior facilidade com toda a burocracia envolvida em caso de falecimento e mais tranquilidade para cuidar da sua dor e dos seus familiares.   

Agora, entenda melhor como os cuidados paliativos ajudam a superar o luto, lendo este artigo do nosso blog!

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