Filme A Minha Mãe, um alento na hora da dor

Ele pode até ter passado meio despercebido quando exibido nos cinemas brasileiros. Mas, no Festival de Cannes de 2015 e para os amantes do cinema, o filme A Minha Mãe é uma boa produção ítalo-francesa com um diretor aclamado pela crítica, atores importantes e uma história contagiante sobre relações humanas.

Algumas vezes, já comentamos aqui, o quanto assistir a um bom filme pode contribuir para a superação da perda e enfrentamento do luto de uma forma mais leve e tranquila. O filme A Minha Mãe é mais um exemplo que se encaixa neste tipo de entretenimento que ajuda a entender e aceitar a doença de quem amamos.

Sinopse, atores e diretor conceituados 

A atriz Margherita Buy, que participou do filme O Crocodilo, de 2006, interpreta uma diretora de cinema também chamada Margherita. Ela está prestes a iniciar as filmagens de seu novo longa-metragem, que será protagonizado pelo galanteador astro internacional Barry Hughins. Este no papel de John Turturro. 

Ao mesmo tempo, Margherita precisa administrar sua vida particular e diversos problemas. Entre eles o fim de um relacionamento e a doença de sua mãe, vivida por Giulia Lazzarini atriz conhecida pelo seu trabalho em teatro , e que está internada em um hospital.

O filme A Minha Mãe tem direção do italiano Nanni Moretti, que em 2001 ganhou fama com o triste O Quarto do Filho, que conquistou Palma de Ouro em Cannes. Neste, ele abordou as dores da perda e da culpa após o falecimento de um filho. 

Mia Madre, o título do filme em italiano, é seu segundo longa com forte apelo emocional. Ele elaborou o roteiro baseado no que enfrentou durante a doença de sua própria mãe. Alguns críticos apontaram na época da exibição que este não é “tão devastador quanto O Quarto do Filho, apesar de assumir uma outra vertente importante: a morte esperada”.

Filme A Minha Mãe e um dilema feminino

Como alguém pode conciliar uma agenda de inúmeras atividades que uma profissional mulher tem no seu dia a dia com a doença de uma mãe internada num hospital? Este é o dilema da diretora de cinema Margherita durante o filme A Minha Mãe. 

Ela fica dividida já que a direção de um longa-metragem não é uma tarefa simples. Ao imaginar que sua mãe tem pouco tempo de vida pela frente, Margherita sofre e precisa saber equilibrar sentimentos de dor, tristeza, preocupação e pena.

Se você, está passando por situação semelhante ou conhece alguém com esta dificuldade, quem sabe este filme pode ajudar. É natural a vida ficar confusa nestas circunstâncias. A produtividade no trabalho não é como antes, falta concentração e paciência e sobra irritação e/ou dificuldade para resolver questões simples. 

Cenas bonitas nos fazem entender que não estamos só

O diretor do filme conseguiu mostrar na telona o conflito vivido por Margherita, a personagem principal. Porém, há espaço, também para um núcleo cômico quando o astro internacional Barry Huggins que é um fanfarrão, representa uma série de clichês comuns aos bastidores do cinema. Aqui, há uma crítica do diretor ao cinema hollywoodiano e seus caprichos às grandes estrelas. 

O desespero de Margherita vai ganhando força com a iminência da morte da mãe. E faz a gente refletir sobre os momentos de despedida que enfrentamos na vida. Como em caso de morte que, mesmo que às vezes já esperada, não torna mais fácil o processo fundamental  de vivenciar as fases do luto.

Ver cenas bonitas e saber que não somos os únicos diante de algumas certezas da nossa existência facilita a aceitação dos ciclos naturais que não podemos frear. 

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